Arquivo para julho \27\UTC 2011

Depois de tanto

 

nem gotejar lágrimas

nem angariar feitos

nem desvios à regra,

nada, alivia o intenso pouco

 

 

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Minha caixa de presságio falhou

e fiquei na companhia do espanto

 

 

 

(pedaço de poema não terminado,

ou talvez nem começado)

A cabeceira

 

A imagem de um amor impossível no retrato

A cabeceira chora, o travesseiro chora, só os olhos estão secos

Eles dormem, se apagam do mundo

na tentativa estúpida de serem bem-sucedido

ou na insistência chata em admiração

ou na idéia idiota de profundidade

(tenho profana preguiça da profundidade)

O sofrimento sonha com um bolo de laranja,

deitado na mesa que é o abdômen da feiticeira

Cuidado! Ela vai comer teu fígado acebolado

 ela vai arranhar teu coração com leite

ela vai enxugar teu corpo de sangue

ela vai arrancar tua cabeça e perdê-la por você

E você, sem fígado coração sangue ou cabeça

vai achar linda a imagem que mora

                    no retrato da ilusão que é o teu endereço

 

 

Dizem as pegadas

 

não passamos de uma linha torta

no caminho de ida

somos onde o peregrino pisa

com seus pés passados

 

(não encontrei o nome do autor da foto.)

 

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